depressão pós parto

Baby blues x depressão pós-parto

Para essa semana escolhemos um tema que muitas mulheres, famílias e até mesmo os profissionais de saúde têm dúvidas com frequência: o baby blues e a depressão pós-parto.

Sendo um dos mais comuns, o baby blues é normalmente representado por uma tristeza e uma melancolia materna. Já a depressão pós-parto, é um transtorno mais sério que gera grandes mudanças de humor e comportamentos preocupantes que serão explorados ao longo do texto.

Como lidar com essa angústia e ansiedade? Quando buscar ajuda? Confira tudo no texto abaixo!

Sobre Julia Bittencourt

Para falar sobre esse tema, temos o prazer de contar com Julia Bittencourt, psicóloga perinatal que nos explica melhor o que são ambas possibilidades. Julia pontua detalhadamente as diferenças entre eles ao longo do texto e vídeo que pode ser conferido ao final dessa página. 

Além de psicóloga perinatal, é especialista em Saúde da Mulher e idealizadora do Instituto Maternar, além de coordenadora dos livros Gestação, Puerpério e Maternidade e Psicologia da Mulher 1 e 2.

Seu principal objetivo? Ajudar a mulher e as famílias a lidarem com mudanças tão significativas que acontecem antes, durante e depois da gravidez.

Diferença entre baby blues e a depressão pós-parto

Afinal, o que é o baby blues e a depressão pós-parto? A psicóloga reforça que é muito importante saber bem a diferenciação entre ambos. Julia explica que o baby blues em geral é traduzido como uma tristeza e uma melancolia materna. Nesse caso, é a mulher que depois do nascimento do bebê chora sem motivo, tem uma grande labilidade emocional, além de mudanças de humor com frequência (ex: uma hora está feliz, outra triste, ou muito irritada, etc).

Segundo ela, o baby blues é provocado pelas mudanças hormonais durante a gravidez e no período pós-parto. Em ambos os períodos, a mulher acaba sofrendo com as transições hormonais que são impactantes para o corpo. Outros sintomas comuns são a mudança de apetite e mudança no sono.

Mudanças ambientais

Além disso, há também as questões ambientais no momento em que o novo membro chega ao mundo e na nova família. Com isso, há a mudança de identidade da mulher, no homem, no casal e em toda família que passa por uma verdadeira reorganização. Ou seja, todos passam por um grande impacto.

Consequentemente, com tantas mudanças, é normal termos um desequilíbrio ou até mesmo uma crise até conseguirmos concluir uma reorganização completa.

Quando aparece o baby blues?

De acordo com a especialista, o baby blues normalmente surge depois de 3 ou 4 dias pós-parto, mas em torno de 20 dias depois ele já se dissipa naturalmente.

Depois dos 20 dias, é comum a mulher começar a se sentir bem novamente, já que as coisas vão voltando ao normal e a família passa a se organizar melhor. Nesse momento, normalmente a mulher passa a se sentir bem de novo, sem nenhuma necessidade de tratamento específico.

E a depressão pós-parto?

Já a depressão pós-parto é um transtorno que precisa sim de um tratamento e um cuidado mais sério. Há alguns sinais como as grandes mudanças de humor, comportamentos preocupantes como ela estar comendo muito ou comendo pouco ou dormindo demais ou praticamente nada, por exemplo. Além disso, angustia e ansiedade em excesso também podem indicar essa possível depressão.

Outros marcos da depressão pós-parto são visíveis quando a mulher não se cuida muito e/ou não cuida muito do seu bebê. Nesse caso, ela passa a não estabelecer um vínculo ideal com o novo membro e, muitas vezes, acaba delegando para outras pessoas.

Possíveis fatores que influenciam a depressão pós-parto

A doutora nos explica que em geral a depressão pós-parto costuma acontecer com mulheres que já tiveram algum histórico de transtorno mental ao longo da vida. Portanto, é importante se cuidar e ter mais atenção a isso numa gravidez para evitar futuros problemas.

Portanto, é de extrema importância estarmos atentos a esses sinais, especialmente quando envolvem o cuidado com ela mesma ou com o bebê. Segundo Julia, esses já são fatores que chamam mais atenção. E nesses casos é indicado que a mulher tenha uma avaliação psiquiátrica, além de um acompanhamento psicológico.

Dados sobre o baby blues e a depressão pós-parto

Em geral, o baby blues acomete de 60% a 80% das mulheres, ou seja, podemos afirmar que muitas vivenciam essa mudança de humor, além da tristeza e melancolia pós-parto.

Já a depressão pós-parto acomete cerca de 10% a 15% da população mundial. Porém, no Brasil há dados que falam em 25%. Ou seja, em nosso país, temos uma média de 1 em cada 4 mulheres que podem vivenciar essa depressão.

Depressão perinatal

Durante a conversa, Julia também reforça a importância de atualizarmos esse termo, que hoje em dia também chamamos de depressão perinatal. Isso porque justamente muitos casos de depressão pós-parto, na verdade não necessariamente aconteceram nesse período pós.

Segundo ela, diversos estudos indicam que cerca de 2/3 dessas mulheres que vivenciam a depressão já estavam dando sinais e vivenciando isso durante a gravidez. Porém, por vivermos em uma sociedade que romantiza muito a maternidade, muitas não se sentem à vontade para falar que não estão bem ou que estão passando por uma grande tristeza.

Para concluir, a psicóloga reforça que é de extrema importância que as mulheres se cuidem para evitar a depressão pós-parto e/ou a depressão perinatal. Portanto, indica sempre um pré-natal psicológico, ou seja, um acompanhamento psicológico na gestação que é preventivo de situações como essa.

Mais dicas e conclusões do Baby Concierge

Esperamos ter ajudado você e sua família com esse texto tão esclarecedor com embasamento da especialista Julia Bittencourt.

Caso tenha mais alguma dúvida sobre o assunto, ficaremos felizes em fazer a intermediação entre você e ela! Basta nos enviar uma mensagem pelas nossas redes sociais: facebook e/ou instagram. 

Aproveitamos para indicar a leitura do tema da semana passada, sobre Tipos de Berço para o seu Bebê.  

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